VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS. O QUE FAZER?

Percebe-se o desconforto de autoridades, alunos, professores e pais, diariamente retratado nos mais distintos meios de comunicação de nosso estado, diante da violência que invade as escolas, sobretudo as públicas, e domina os seus entornos. Esta catástrofe social tem levado desde a invasão de prédios ao assassinado de estudantes, para não falar do abandono escolar a que tantos são obrigados.

Longe de mim, pelo menos supor, que o micro mundo escolar seja o único definidor do macro mundo sociedade; definitivamente não penso assim, entretanto, com base em nossa história recente e no legado de mestres como Professor Ronald Carvalho. Professora Norma. Ester Capitulino. Professor Teixeira e tantos que você, com certeza, acrescentaria a esta lista, posso afirmar, sem sombras de dúvidas, que esta chaga não tinha guarida dentro da escola, pelo respeito e disciplina imposta por aqueles, que se eternizaram nas mentes e corações de gerações, pela coerência e exemplo.

Não creio que somente eu sinta que falta, quase sempre, autoridade e exemplo naqueles, ou melhor, em grande parte dos que recebem a incumbência de gerir nossas escolas.  Por que razões existem menos arruaças nas escolas particulares? Menos pichações e delapidações do patrimônio, que não é publico, apenas de uso coletivo? Ora, não me venham atribuir este fazer apenas às famílias e a condição social; A escola e sua direção também têm méritos, ou não os tem?

Este combate à violência somente atingirá um nível de eficácia se aos diretores e funcionários, de forma mais ampla possível, for assegurado o direito de exercerem sua plena autoridade. É, sobre todos os aspectos inaceitável que determinado aluno quebre mesas e cadeiras e nada lhe aconteça. Que o uso de substancias entorpecente, licitas ou ilícitas, sejam toleradas nas escolas. Que o docente não se traje e se comporte adequadamente. Que o discente não reconheça em seus mestres autoridade.

Penso que é mais do que chegada a ora de chamarmos o processo à ordem. O enfrentamento desta questão, antes de ser um caso de polícia, é uma questão pedagógica. É mais que hora de mostrarmos que a escola que oferecemos educa e transforma, ou não? Se não transforma a que serve? Entender que esta é mais uma questão de polícia não deixa de ser rotunda declaração de que lavamos as mãos- governo-escola- sociedade.

Confesso que aplaudi a decisão do governador Flávio Dino de mandar realizar eleições no âmbito das escolas publicas, para a escolha dos diretores. Isto sem dúvidas pode representa um avanço na relação ensino- aprendizagem e no relacionamento escola- sociedade; penso, entretanto, que é necessário ser mais ousado, assim, proponho que o cargo de diretor deixe de ser apenas mais um cargo comissionado na esfera administrativa estadual para ser cargo de carreira, com previsão legal e proteção jurídica, desta forma, embora houvesse o remanejamento de diretores a cada início de Governo, ou a qualquer tempo, a interesse da administração, pelo menos em tese, se manteria um bom nível de gestão.

A escola é, desde todo sempre, o motor de duradouras revoluções. O que se conquista pela educação é inatingível pela força. Precisamos mudar, e com urgência, os paradigmas de que o bandido, embora tenha apenas uma vida, como eu e você, nada tem a perder. Que não nos é permitido reagir. Que os bandidos são mais “espertos e preparados”. Que suas armas são mais potentes e seus domínios inexpugnáveis. Me nego, ainda que sob tortura, a concordar e aceitar. A hora é de agir e reagir, em nome dos nossos e dos que virão.

O momento é de enfrentamento, de combatermos o medo que a todos incomoda e assusta, sem atos de heroísmo e sem declarações de conformismo e tolerância, e tempo de ser duro e terno, como dizia Che Guevara.  O país que estamos chamados a construir, tem que ser mais que a “pátria educadora” que cuida do intelecto e esquece do homem. Os mestres, pela singeleza de suas missões, não podem desistir, ainda que seja imensurável o sacrifício. É substancial pensarmos todos, que o mundo definitivamente não está perdido.

Finalmente, penso que se a violência da rua não pode ser enfrentada pelos meios e recursos da escola, da mesma forma, a violência escolar não pode ser entendida como sendo uma questão de polícia. Para aquela, os rigores da lei, naquilo que a lei compete, para esta, antes de tudo, os ensinamentos pedagógicos que levam a liberdade e as conquistas que somente homens livres podem alcançar.

*Poeta, Compositor e Produtor Cultural

CONIVÊNCIA OU INCENTIVO?

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Por reconhecer que a Av. Quarto centenário, embora com obras não conclusas: as cabeceiras, do lado da Ponte Bandeira Tribuzi, um ano após a festiva inauguração, continuam fechadas. Os passeios inacabados. Os guarda corpos por concluir. Falta a sinalização vertical e horizontal, etc e tal. Mesmo assim, sou forçado a declarar meu imenso carinho pelo logradouro. Dr. Jackson o Senhor tinha razão, como a obra pensada por você embelezou nossa São Luís.
Em nome deste carinho, quero dividir com as autoridades constituídas, com os moradores que conhecem o problema e até com os que passaram a conhecer a partir deste, uma crescente preocupação. – Veja as fotos, por sinal, recentes-, onde a pretexto, assim creio, de não possuírem residência, algumas pessoas estão voltando a ocupar a área de mangue sabidamente de vital importância para aquele eco sistema.
Nosso titulo, um tanto escrachante, tem o condão de provocar as autoridades constituídas, diga-se – IBAMA, SEMA, MARINHA , SAÚDE PUBLICA, e demais agentes púbicos, para uma tomada de atitude, que ponha fim a mais este abuso cometido em nossa capital.
Finalmente: uma de duas coisas, ou tomam uma atitude para conter tal pratica ou responderão por este não fazer. Permitir que santamente continuem a agredir aquela área de interesse preservacionista, ficará configurado o duplo crime de conivência, posto que sabidamente ali se comete um crime ou de incentivo, visto que a não punição encoraja a outros, pobres ou não, conscientes ou inconscientes, a persistirem ou cometerem a mesma pratica delitiva.
*Renato Dionisio

UM PRIVILÉGIO NADA REPUBLICANO

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  Leio nos noticiosos de circulação diária em nosso estado, mormente no matutino franciscano, que o Deputado Estadual, Edilásio Junior, pleiteia junto a seus pares, na Assembleia Legislativa do Maranhão, beneficio que não sendo universal e impessoal se configura em gorda e imoral vantagem a favor de poucos, estes por sinal, verdade se diga, fruto de seus esforços e vontades, acabam se constituindo minoria privilegiada neste estado de lamentações.

Refiro-me ou projeto de lei, segundo noticiado, aprovado por unanimidade naquele sodalício, que desobriga os oficiais de justiça de nosso estado, do dever a todos Maranhenses impostos, desde que possuidor de veículo automotivo, em circulação em nosso Estado, tributo que é  de forma isonômica exigido em todos os Estados da Federação. Obrigação de cunho anual.

Diante da manifestação de nossa casa legislativa há que se perguntar: por que razão os representantes de nossa gente não conseguiram ver tal vantagem? Falta cultura ou sobra expertise? Porque para os serventuários da justiça?  Por acaso não sabem que foram eleitos para promoverem através de seus atos, e estes, somente se configuram na elaboração de leis social e juridicamente justas.

Somente resta ao cidadão cioso de suas obrigações e contribuinte resignado de nosso tesouro, torcer, ou melhor, Clamar para a sensibilidade, que alias passou longe, neste caso, de nosso legislativo, que o -Governador de todos nós-, Flávio Dino, não promulgue esta indecente vantagem, mesmo que ele próprio, tenha profundas e públicas ligações com o poder judiciário.

 

*Renato Dionisio

Poeta, Produtor Cultural e Compositor

Libera Doido

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Rotineiramente utilizo à Avenida IV centenário, por sinal um dos novos cartões postais da cidade, a bem da verdade, desconhecido da grande maioria dos habitantes de nossa Ilha de Poetas, seja pelo curto tempo de sua inauguração ou pelo peso do medo e/ou preconceito, posto que esta avenida margeie os bairros da Camboa, Liberdade e Fé em Deus, inclua-se ai a Rua da Vala, localidades quase sempre tratadas por nossa grande imprensa como celeiro de marginais e locais violentos. A bem da verdade, os inúmeros casos de assaltos, ali registrados, somente trabalham neste convencimento.

A obra inteiramente pesada, negociada e iniciada pelo saudoso DR: Jackson e pomposamente inaugurada pela governadora Roseana, apenas na busca dos loiros deste fazer, legou a gestão de Dino um rosário de problemas que vão desde a conclusão de suas alças, passando pelo piso asfáltico, pelas cabeceiras das pontes com elevação, até a liberação da alça que faria a ligação desta com o final da ponte da Camboa, no sentido centro.

Mesmo com todos estes problemas, alguns usuários, entre os quais me incluo, teimam em utiliza-la, quer por representar um encurtamento do trajeto, quer pelos atributos de beleza já comentados, e agora recomendados para observação pelos habitantes desta ilha do amor.

Causa-me revolta toda vez que tenho que utilizar este logradouro perceber que a alça da Camboa, não obstante toda obra, ha muito haver sido liberada, continua obstruída por imensos tubos de concreto, -vide foto -, obrigando seus usuários à visitação, ainda que não queiram ao Sistema Difusora de comunicação, fato que somente contribui para aumentar o percurso o consumo de combustível gerando mais stress e a revolta de tantos, com tamanho descaso.

Assim, por si tratar de obra sob a responsabilidade do governo estadual, venho de forma carinhosa pedir ao secretario da infraestrutura: libera Cleito Noleto, libera a alça, deixe fluir o movimento.

*Renato Dionisio                                                                

 * Poeta, Compositor  e Produtor cultural

PRA PENSAR

Desde sempre, leio e tenho escutado que o principal vetor para o surgimento da violência, excluindo-se desta análise a violência de natureza psicossocial e passional, se funda nos indicadores sociais e econômicos, e mais recentemente, no gerado pelo tráfico de drogas. Quanto mais pobreza mais violência e crimes contra o patrimônio. Sendo verdadeira a tese exposta, como justificar o fato da violência está crescendo no Brasil, se nossa economia se mostra vigorosa. Já somos quase a quinta maior do mundo, e programas assistencialistas cobrem todo território, atendendo milhões de famílias.

No passado, como agora, ainda se sustenta que o crime deriva da falta de educação da população. O país com enorme esforço vem diminuindo as taxas de analfabetismo e aumentando os níveis de escolaridade, e nem por isto, caem os indicadores que medem a violência.

Numa visão menos sociológica, muitos defendem a religiosidade como um dos fatores de controle social. Nunca em tempo algum, sobretudo a partir da metade do século passado, o Estado Brasileiro experimentou o surgimento de tantas igrejas e denominações e, ainda assim, a violência é crescente.

É senso comum a afirmativa de que a família é base fundamental para o funcionamento da vida social, “a célula da sociedade”. E, é inegável que pelo menos do ponto de vista formal, existe ano após ano, um incremento no crescimento de relações conjugais erigidas sob o manto da lei, bem como se constata menos divórcios e mais longevidade conjugal e, ainda assim, a violência continua crescendo.

Desde todo sempre ouvimos a afirmativa, e nela cremos, de que as injustiças sociais e a desigualdade são fomentadoras da violência. Ano após ano, em cúpulas, tratados e conferências o mundo tem buscado, com avanços visíveis inclusive, superar as desigualdades e debelar as injustiças. E alheia a tudo, a violência aumenta.

O arcabouço jurídico moderno, em todo universo, excluiu o trabalho escravo, as penas degradantes, pacificou a igualdade entre os homens e avançou na proteção dos impotentes e hipossuficientes, isto é fato. Ainda assim a violência não para de crescer.

Como justificar a violência contra quem sequer se conhece, hoje tão comum nos estádios de futebol. Como entender a marcação, via rede social, de brigas de rua por grupos que sequer convivem.  Como justificar a vendita nos linchamentos hoje tão comuns, não, não é fácil entender, mais ainda, difícil de explicar.

Onde falhou o Estado Brasileiro? Onde falhou a família nacional? Onde falharam nossos lideres religiosos? Que mensagens deveriam nossos mestres disseminar e não o fizeram, gerando com isto, este caos? Quais exemplos deixaram de oferecer?  Quais lições negaram a nossa gente? Não sei onde erramos se é que erramos! Entretanto, no fundo de minha´lma, e creio de muitos, reside o sentimento da incompletude!

A sociologia, ou parte dela, historicamente sustenta que a cultura da competitividade é geradora de violência, como da mesma forma, as novas relações sociais, baseadas no stress e na globalização, surgidas a partir da segunda revolução industrial o são. A violência é também fruto da injustiça que nasce da injusta aplicação da lei, mesmo das não tão justas, que criam escabrosas injustiças.

O Brasil é o quinto país mais populoso e possui a quarta população carcerária do planeta. Para exercer a segurança, função garantidora do estado, infelizmente temos a polícia que mais mata. Segundo muitos, organizada sobre as estruturas dos capitães do mato, mesmo que hoje, com vigorosos programas e processos organizativos e de formação.

Como entender o caso do Maranhão, em especial de São Luis, onde ano após ano as estatísticas assustam pelo desenfreado crescimento. Em 2012 éramos a 25º cidade mais violenta do mundo, já somos a16º. Seria prudente apenas arguir a ineficácia do estado, em sua ação repressora, expressa na falta de cadeias seguras e modernas? É coerente argumentar a falta legislação mais dura? É justo buscarmos a solução na redução da maioridade penal? Além destas causas, não existiriam outras? Não seria o caso de buscarmos outros fatores, raízes mais profundas e talvez nem postas ainda na mesa de debate, para entender o fato.

De duas coisas não me desgrudo: a primeira e irrefutável é que os ventos da modernidade, aqui e alhures, ampliou em muito a concepção de direitos das pessoas, muitas vezes até sem a contraprestação de garantias. A segunda e mais preocupante, advém do desrespeito da máxima do jurisconsulto italiano Cesare  Beccaria, segundo o qual: o que inibe o crime não é a existência da lei e sim a certeza da punibilidade, a fundada convicção da aplicação da pena. O crime sem castigo, entre outras contradições, deveria ser uma das primeiras preocupações de nosso tempo.

 

*Renato Dionisio

Poeta, Compositor e Produtor Cultural

Metropolização que bicho e este?

*Renato Dionísio

A semana que passou, a câmara de vereadores de São Luís, voltou a ocupar-se de tema  recorrente naquele sodalício.- A metropolização da grande ilha-, ou seja, a junção, através de convênios e leis específicas, dos municípios de São Luis , São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Bacabeira e Alcântara, cujo objetivo é a construção de praticas políticas para o equacionamento de problemas comuns.

No limiar do século vinte, o contingente habitacional estabelecido nas cidades não passava de 10% por cento dos viventes existentes, hoje mais da metade da população do globo já habitam as áreas urbanas e as projeções indicam que ao final deste século, cerca de 75, por cento, da população estará instalada nas cidades, grandes ou pequenas. Se o século 19 foi considerado o século dos impérios o vinte das nações, este atual será indubitavelmente das cidades.

Segundo o wikipêdia, o grande Império Romano cujos limites varriam toda Europa, mediterrâneo, Ásia e África, tinha em torno de 56 milhões de súditos, por volta do ano 25 antes de cristo. Como não considerar um desafio tratar a grande São Paulo-região metropolitana-, com cerca de 20 milhões e a do Rio de janeiro com 12 milhões de habitantes.

Como as pessoas não são fixas, e para o atendimento de suas necessidades circulam entre as unidades administrativas, assim, é possível alguém morar em outro municio distinto de seu local de trabalho e produção e buscar lazer e formação em outro diferente dos anteriores. Como encarar estas demandas e resolvê-las satisfatoriamente, como diminuir o custo desta intervenção, eis o dilema a ser solucionado.

Para que mesmo serve esta metropolização? A população a ser envolvida não mostra interesse pelo tema por qual razão? Existe unidade de pensamento entre os proponentes do debate e da ação? Quais projetos estão pensados para a justificação desta mudança? Mesmo na condição de neófito me sinto pendente a dizer que estas equações precisam ser enfrentadas para que o debate ganhe as ruas e a importância que merece. Fora destes parâmetros é continuar debatendo com a indiferença e desconfiança do eleitor.

Penso que os proponentes deste debate deveriam, claro usando às estruturas municipais, produzir um feixe de projetos exequíveis a curto, médio e longo prazo e oferecerem como elementos de convencimento deste fazer. Entendo que os êxitos alcançados, se é que eles existem, nas metropolizações já em andamento deveriam chegar aos mortais deste quadrante. Afinal, desta metropolização contam maravilhas. Provar, entretanto, é outros quinhentos.

Dizem que no Brasil todo mundo é um técnico de futebol, com o advento das novas mídias sociais o brasileiro além de técnico virou palpiteiro e autoridade em quase tudo. Apenas na condição de palpiteiro, me arvoro a apontar, e por que não? O que a meu pequeno juízo possa ser buscado e/ou alcançado em qualquer projeto de metropolização..

A primeira e mais significativa mudança a ser operada é a substituição da cultura da falta de planejamento. É imperiosa a construção de uma agenda coletiva para ser operacionalizada no amanhã recente ou remoto. Esta união somente se justifica se for condicionante para a diminuição dos custos de investimentos e administração. Precisamos enxergar vantagens neste projeto. E imperioso demonstrar que este agir contribui para a melhoria da vida das populações afetadas.

Já mais avançado se encontra o debate da criação das chamadas cidades inteligentes, creio que a metropolização é parte deste debate na medida de que o viés que lhe dá sustentação passa inexoravelmente pelo equacionamento de seus custos administrativos, pela racionalidade de seus investimentos em infraestrutura e pela racionalidade dos serviços a disposição do jurisdicionado.

As novas tecnologias estão a nos ensinar, lembro-me de meu mecânico quando lhe reclamei de uma luz acesa no painel, disse-me ele: você tem que entender que os carros ficaram inteligentes, as geladeiras também, os sensores de luz, semáforos, câmeras filmadoras e fotográficas, enfim, vivemos o século vinte e um e temos muito que aprender, basta nossa inteligência não atrapalhar.

Poeta, compositor e produtor cultural

Para não chorar

Autor: RD*
Tem para tudo um tempo
Tem tempo para se amar
O tempo é senhor de tudo
(Só ele) é capaz de fazer sorrir ou chorar
Quando o amor que vai embora
Com motivo ou sem razão
Desconhece que os amantes
Só não choram no São João
Pois a festa é de alegria
De namoro e cantoria
E o Bumba Boi é paixão.
Te prometo não chorar
Ao redor desta fogueira
Já pedi para Santo Antônio
A reza casamenteira
É contigo vou ficar
Te levando para o altar
Pra viver a vida inteira

Preste atenção para estes versos
Carregados de emoção
Embale tudo em seu tempo
Se decida é o sentimento
Dentro do meu coração